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O Símbolo do Xadrez é feminino


  • vor 2 Jahre · Zitat · #1

    PauloSergio21

    Todo enxadrista sabe que Caíssa é a musa do Xadrez, porém o xadrez surgiu muito antes que Caíssa, porque esta deusa não é da mitologia grega, nem romana, mas sim nasceu na poesia. Um jovem inglês de 17 anos, Willian Jones, escreveu em 1763 o poema Caíssa ou o jogo de xadrez, onde ganhou vida esta ninfa encantadora, que promete a Marte corresponder-lhe se este inventasse um jogo sugestivo. Por aquela ninfa do bosque, segundo o poema, Marte, deus romano da guerra, concebe o xadrez e o apresenta com o nome de Caíssa. Este poema, publicado em 1773, ganhou popularidade na França  também foi publicado na primeira revista de xadrez - La Palaméde - em Paris em 1836. Hoje, Caíssa é uma forma poética de se dizer xadrez.

     

    Primeira participação de mulheres em torneio

    As mulheres possuem uma rica história no meio enxadrístico. Uma carta Islâmica, datada no ano 802, é a primeira referência sobre uma mulher enxadrista. Porém, a primeira notícia da participação da mulher em torneio de xadrez data de 1617, quando o italiano Pietro Carrera publicou a seguinte relação de jogadores: 
    CLASSIFICAÇÃO 
    83 - Lucio Timpanello, siciliano.
    84 - A mulher de Timpanello.
    85 - Sua filha. 
    87 -"Uma hebreia nascida em Veneza, jovem de 20 anos, cujo nome ignoro".

    PRIMEIRO CLUBE DE XADREZ FEMININO

    Miss Elizabeth Foor teve a iniciativa de fundar em 1894 o primeiro Clube Feminino de Xadrez, de Nova York.

    AS CAMPEÃS

    As mulheres não se contentaram em serem apenas as inspiradoras da arte do xadrez: passaram a praticá-lo. As façanhas da legendária Vera Menchik, nove vezes campeã mundial, a primeira em disputar com êxito contra homens enriqueceram a cultura enxadrística. Assim como todas suas seguidoras, entre as quais destacam Nona Gaprindashvili, Maya Chiburdanidze, Xie Jun e, claro, as fabulosas irmãs Polgar: Zsuzsa, Zsofia e Judith, esta última hoje está classificada entre os primeiros Grandes Mestres do planeta.

    VERA MENCHIK É A MAIOR FIGURA FEMININA DO XADREZ MUNDIAL

    O Campeonato Mundial Feminino surgiu em Londres em 1927. A primeira campeã foi Vera Menchik, nascida em 16 de fevereiro de 1906 em Moscou, filha de mãe inglesa e pai Tchecoslovaco. Inaugurou o título de campeã e o manteve até a sua morte, em 27 de junho de 1944, ao explodir uma bomba alemã em sua residência em Londres. Ganhou os nove campeonatos mundiais disputados entre 1927 e 1939. A II Guerra Mundial a impediu de ser campeã 10 vezes ou mais... e lhe tirou a vida. Vera foi a primeira mulher com força de mestre e capaz de disputar de igual para igual com os homens. "É a única mulher que joga como os homens", disse dela Capablanca.

    O MESTRE QUE PERDE, SE FILIA AO CLUBE

    Em Carlsbad, Bohemia, 1929 surgiu o famoso Clube Vera Menchik. Em que consiste? O austríaco Albert Becker, um dos participantes, declarou, com ironia, antes de começar o torneio: "Proponho abrir o Clube Vera Menchik, do qual serão membros os mestres derrotados pela campeã feminina". Curiosamente, o primeiro membro do Clube foi aquele homem que duvidara da força enxadrística de Vera, o mesmo teórico vienense Albert Becker. Também nesse torneio, ingressou no clube Saemisch. Com o tempo, o Clube Vera Menchik cresceu com nomes prestigiosos do xadrez: Reshevsky, Sir George Thomas (o qual perdeu a partida que podemos considerar como A Imortal de Menchik), Colle, Golombek, Yates... Dizem que o presidente do Clube é Max Euwe, quem depois de "se filiar" foi campeão mundial. E, contam que depois de sucumbir ante Menchik em Hastings de 1931-32, Sultan Khan não se atreveu, durante dois anos, a regressar ao Paquistão, por temer as gozações. Depois de Vera Menchik cada mulher enxadrista pode abrir seu próprio clube, os quais também assombrariam os filiados.

    ILUSTRAREMOS COM UMA MINIATURA DE VERA MENCHIK

    Praga-1931 
    Brancas: V. Menchik 
    Pretas: Beskew 
    Defesa Nimzoindia 
    1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.Cc3 Bb4 4.e3 b6 5.Df3 d5 6.Bd3 Bb7 7.Bd2 Cbd7 8.Ch3 Tb8 9.cxd5 exd5 10.0-0 0-0 11.Cf4! Te8 12.Dh3 De7 13.Ccxd5! 1-0 (As pretas tem de perder o bispo do rei para salvar o mate).

    SUCESSORAS DE MENCHIK

    Como sucessora de Menchik pode-se indicar uma mulher que se destacou, mas não tanto como ela, Sonja Graf. Nona Gaprindashvili representa um marco da qualidade enxadrista feminina, pois foi a primeira mulher a vencer um Torneio Absoluto em 1977 em Lone Pine e também foi a primeira mulher a obter o Título de Grande Mestre (Absoluto) em 1978. As campeãs mundiais de xadrez foram: Vera Menchik (1927-1944), Liudmila Rudenko (1950-1953), Elizabetha Bikova (1953-1956 e 1958-1962), Olga Rubstova (1956-1958), Nona Gaprindashvili (1962-1978), Maya Chiburdanidze (1978-1991), Xie Jun (1991-1996) e Zsuzsa Polgar (1996...).

    MULHERES VERSUS VETERANOS

    O primeiro duelo entre a equipe feminina mundial e a equipe dos enxadristas veteranos ocorreu em Aruba em 1992. Foi vencido pelos veteranos, com vantagem de 7,5 pontos. Na segunda versão, sediada em Viena em 1993, não houve a participação de Polugaevski, que havia conquistado 8,5 pontos. O segundo torneio match entre uma equipe feminina mundial e outra de veteranos, foi vencido por elas (Maya, Zsuzsa, Xie, Zsofia, Arajamia, Galliamova), com placar de 40,5 por 31,5, sobre Larsen, Smislov, Gueller, Ivkov, Olafsson y Duckstein. Vejamos uma mostra do jogo de uma destas mulheres, tomado de uma partida do segundo torneio match. Maya Chiburdanidze, cinco vezes campeã mundial, ganhou suas duas partidas de Bent Larsen. Em uma delas, depois de 30 lances chegou-se a esta posição: 
    Brancas: Rb1, Dh3, Th1, Bb2, Bf5, Ce5, peões em a2, b3, c2, g5, h2
    Negras: Rh8, De7, Tb8, Tf8, Bc5, Ce4, peões em a6, b4, d5, g7, h6 
    Uma mulher que foi cinco vezes rainha do xadrez, não teve medo de sacrificar uma dama e o final artístico ocorreu assim: 31. Dh6!, gh6; 32. Cf7, Rg8; 33. Ch6 xeque mate.

    JUDITH POLGAR

    Todos nós que vivemos nesta época, somos testemunhas de um dos fenômenos enxadrísticos mais assombrosos de todas as épocas e sem nenhum precedente: as irmãs Polgar. E, em particular a mais nova, Judith, é a mais brilhante mulher que se já sentou na frente de um tabuleiro de xadrez. Lembramos que em 1998, triunfou em um match com Spasski. Ocupa um lugar entre os Grandes Mestres mais fortes do mundo atual.

    XADREZ FEMININO NA AMÉRICA LATINA

    Na América Latina, também há mulheres de valor enxadrístico. A primeira Mestra Internacional foi a cubana Maria Teresa Mora, em 1950. Ela disputou em Cuba com os enxadristas mais fortes de sua época. Foi a única pessoa que recebeu um título diretamente de José Raúl Capablanca. Faleceu em Havana em 3 de outubro de 1980, perto de fazer 73 anos. Havia nascido em 15 de outubro de 1907. Cuba conta hoje com uma numerosa lista de Mestras Internacionais, entre as que se destacam enxadristas como Asela de Armas, Vivian Ramón (Grande Mestre em 1998), Zirka Frómeta e Maritza Arribas, Tanía Hernández, além de outros valores cubanos, como Mayrelis Delgado e Suleinnis Piña. A principal figura feminina do xadrez latino-americano é a argentina Claudia Amura, a primeira Grande Mestra sul americana. Outros destaques são a colombiana Martha Fierro e a brasileira Tatiana Ratcu.

    PROPONDO PROBLEMAS DE XADREZ

    Você já resolveu problemas de xadrez composto por mulheres? Não me estranha a resposta negativa. Em contrapartida, a inglesa Edith Bird (1859-1924) chegou à cifra de 2000 composições, muitas das quais ganharam prêmios em concursos. Portanto, a mulher é também criadora de problemas de xadrez. Um exemplo, mate em dois: 
    Brancas: Rd1, Dc7, Tb6, Cd2, Cf8, peões em b3, e2, g3, g4 
    Pretas: Rd4, peões em d5, e6, g5 
    O mais interessante deste Mate em 2 é que foi idealizado por uma menina de 11 anos em 1891: Lillian, a filha de Edith Bird. 
    Lance chave: 1- Da7! Para qualquer lance as pretas, recebem mate em seguida.

    AUMENTA A QUANTIDADE DE MULHERES QUE JOGAM XADREZ

    Em 1997, apenas três países tinham uma quantidade de mulheres enxadrista igual a quantidade de homens: Hungria, Ucrânia e China. Nos Estados Unidos da América, apenas 7,5 % dos enxadristas são mulheres. A Federação de Xadrez dos Estados Unidos (USFC) é uma das organizações de xadrez que vem desenvolvendo grande esforço para recrutar mais mulheres enxadristas. Uma das iniciativas é de aumentar a divulgação das atuais enxadristas em especial das jovens enxadristas, como a Irina Krush, com isto tem-se notado que o número de garotas participantes de torneios tem aumentado drasticamente.

    Fonte: Xadrez Feminino

    Campeãs Brasileiras de Xadrez | Tabuleiro de Xadrez

     

    Campeonato Mundial Feminino de Xadrez

    Campeonato Mundial Feminino de Xadrez é uma competição organizada pela FIDE para determinar a Campeã Mundial de Xadrez. Ao contrário de outros esportes, as mulheres podem competir contra os homens no xadrez, e algumas delas não competem pelo título feminino. Notavelmente, a melhor enxadrista mulher, Judit Polgar, nunca competiu pelo título feminino.

    Campeãs Mundiais

    NomePeríodoPaís
    Vera Menchik 1927–1944  Tchecoslováquia / Reino Unido Reino Unido
    Lyudmila Rudenko 1950–1953 União Soviética União Soviética /  Ucrânia
    Elisabeth Bykova 1953–1956 União Soviética União Soviética /  Rússia
    Olga Rubtsova 1956–1958 União Soviética União Soviética /  Rússia
    Elisabeth Bykova 1958–1962 União Soviética União Soviética /  Rússia
    Nona Gaprindashvili 1962–1978 União Soviética União Soviética / Geórgia Geórgia
    Maia Chiburdanidze 1978–1991 União Soviética União Soviética / Geórgia Geórgia
    Xie Jun 1991–1996  China
    Susan Polgar 1996–1999 Hungria Hungria /  Estados Unidos
    Xie Jun 1999–2001  China
    Zhu Chen 2001–2004  China
    Antoaneta Stefanova 2004–2006  Bulgária
    Xu Yuhua 2006–2008  China
    Alexandra Kosteniuk 2008–2010  Rússia
    Hou Yifan 2010-atualidade  China

    Início

    O Campeonato Mundial Feminino foi estabelecido pela FIDE em 1927 como um torneio único que acontecia durante a Olimpíada de Xadrez. A vencedora deste torneio, Vera Menchik, não tinha nenhum privilégio especial como a competição masculina tinha - em vez disso ela precisava defender seu título disputando tantos jogos quanto as suas desafiantes. Ela defendeu seu título com sucesso seis vezes durante sua vida: 1930, 1931, 1933, 1935, 1937 e 1939.

    Período pós-Segunda Guerra

    Menchik morreu, ainda campeã, em 1944 durante um dos últimos ataques aéreos alemães sobre Londres. O torneio seguinte em 1949/1950 foi novamente no sistema round-robin e foi vencido por Lyudmila Rudenko. Depois disso, um sistema semelhante ao campeonato masculino foi estabelecido, com um ciclo de candidatos (mais tarde Interzonais) para escolher uma desafiante ao título.

    O primeiro Torneio de Candidatos ocorreu em Moscou, 1952. Elisabeth Bykova venceu a competição e derrotou Rudenko com sete vitórias, cinco derrotas e dois empates, tornando-se assim a terceira campeã mundial. O Torneios dos Candidatos seguinte foi vencido por Olga Rubtsova, entretanto a FIDE decidiu que o título deveria ser disputado entre as três melhores enxadristas do mundo. Rubtsova venceu em Moscou em 1956, meio ponto a frente de Bykova, que terminou 5 pontos a frente de Rudenko. Bykova recuperou o título novamente em 1958 e o defendeu contra Kira Zvorykina, que havia vencido o Torneio dos Candidatos.

    Domínio das Georgianas

    O quarto ciclo de candidatos ocorreu em 1961 na cidade Vrnjacka Banja, Sérvia (antiga Iugoslávia), e foi dominado por Nona Gaprindashvili da Geórgia, que o venceu com 10 vitórias, seis empates e nenhuma derrota. Ela então derrotou a até então campeã Bykova com sete vitórias, quatro empates e nenhuma derrota em Moscou, 1962. Gaprindashvili defendeu seu título contra Alla Kushnir da Rússia em Riga 1965 e Tbilisi/Moscou 1969. Em 1972, a FIDE introduziu o sistema de Torneios Interzonais, semelhante ao campeonato masculino. Kushnir venceu novamente, apenas para ser novamente derrotada por Gaprindashvili em Riga,1972. Gaprindashvili defendeu o título pela última vez contra Nana Alexandria da Geórgia em Pitsunda/Tbilisi 1975.

    No ciclo de Candidatos de 1976-1978, Maia Chiburdanidze da Geórgia, de apenas 17 anos, surpreendeu o mundo do xadrez ao derrotar Nana Alexandria, Elena Akhmilovskaya, e Alla Kushnir encarando Gaprindashvili nas finais de 1978 em Tbilisi. Chiburdanidze derrotou então Gaprindashvili na grande final tornando-se a sexta campeã mundial, marcando o término do domínio de uma georgiana e começando o de outra. Chiburdanidze defendeu seu título contra Nana Alexandria em Borjomi/Tbilisi em 1981 e Irina Levitina em Volgogrado em 1984. Após este torneio a FIDE reintroduziu o sistema Torneio de Candidatos. Akhmilovskaya venceu o torneio mas foi novamente derrotada por Chiburdanidze em Sófia, 1986. Chiburdanidze defendeu seu título pela última vez com sucesso em Tel Aviv- 1988, contra Nana Ioseliani.

    A Ascensão das Chinesas e das Húngaras

    O domínio de Chiburdanidze terminou em Manila-1991, onde a jovem estrela chinesa Xie Jun a derrotou, depois de ter terminado em segundo no Interzonal (atrás da ainda ativa Gaprindashvili), empatando com Alisa Maric no torneio de Candidatos e vencendo Maric no match de desempate.

    Foi durante esta época que as três irmãs Polgar: Susan (também conhecida como Zsuzsa), Sofia (Zsófia), e Judit emergiram no xadrez como as enxadristas dominantes. A família delas decidiu que Judit, a mais forte das três, deveria se concentrar em disputar o campeonato absoluto, enquanto que Susan e Sofia disputariam o feminino.

    Susan Polgar venceu o Torneio de Candidatos de 1992 em Shanghai. Na final do Torneio houve um match de 8 partidas entre as melhores colocadas – que terminou empatado entre Polgar e Ioseliani, mesmo após duas partidas tiebreaks. Foi realizado então um sorteio que Ioseliani venceu, para decidir quem disputaria o mundial. Ela foi então massacrada na por Xie Jun na disputa do título em Mônaco-1993.

    O ciclo seguinte foi dominado por Polgar. Ela empatou com Chiburdanidze no Torneio de Candidatos, a derrotou facilmente no match decisivo, e então derrotou Xie Jun em Jaén-1996 pelo mundial.

    Em 1997, Alisa Galliamova e Xie Jun terminaram em primeiro e segundo o ciclo seguinte, mas Galliamova se recusou a jogar o match final inteiramente na China, então a FIDE declarou Sie Jun como vencedora e a desafiante ao título.

    Entretanto, devido a toda esta demora, Polgar havia dado à luz a seu primeiro filho, e solicitou que a FIDE adiasse a disputa do Mundial. A FIDE se recusou e organizou a disputa do Mundial entre Galliamova e Xie Jun. O campeonato então ocorreu em Kazan, no Tartaristão e em Shenyang na China, e Xie Jun venceu com cinco vitórias, três derrotas e sete empates

    Atualidade

    Em 2000 o evento final foi disputado no formato do campeonato masculino da FIDE (na época havia uma divisão no mundo do xadrez provocada por Gary Kasparov que havia fundado uma entidade rival à FIDE, a PCA). Em 2001 um evento similar determinou a campeã: Zhu Chen. O campeonato seguinte, desta vez ocorrendo separadamente do masculino, ocorreu em Elista, capital da República da Calmúquia (cujo presidente é Kirsan Ilyumzhinov, o presidente da FIDE),uma das repúblicas da Rússia. A vencedora foi a búlgara Antoaneta Stefanova. Da mesma maneira que Polgar, sete anos antes, Zhu Chen não participou do torneio por estar grávida. Em 2006 o título retornou para a China, com uma nova campeã, Xu Yuhua, que curiosamente estava grávida durante o campeonato.

    Em 2008, Alexandra Kosteniuk se tornou a atual campeã mundial, ao derrotar Hou Yifan nas finais do campeonato, realizado em Nalchik, Rússia. Em 2010 a chinesa Hou Yifan, de 16 anos, sagrou-se campeã mundial e manteve o título em 2011.

    O xadrez feminino

    Por Thaís Julião fonte: http://www.clubedexadrez.com.br/

    Taís Julião

    As mulheres têm sofrido preconceitos desde os mais remotos tempos. Hoje, após a Revolução Sexual, muitas coisas mudaram, mas outras tantas continuam mascaradas. Para uma maioria, a mulher ainda é o sexo frágil.

    Essa visão “machista” também é notada no meio enxadrístico, onde são vistas com um certo preconceito. Adjetivos como passivo e despreparado são atribuídos ao jogo feminino, o que de certa forma desmotiva o desenvolvimento do potencial delas. Muitas se sentem desencorajadas quando enfrentam os homens, e eles por sua vez, confiantes na provável vitória.

    O incentivo ao xadrez feminino é bem modesto se comparado com o dado ao masculino. Como consequência, nota-se uma parcela bem maior de homens praticantes do "esporte-arte" em relação às mulheres. Retrato lamentável de uma sociedade que ainda desconfia do potencial feminino.

    Não podemos tirar a parcela de culpa das mulheres nessa situação. Inúmeras jogadoras, submissas a um pré-conceito de que os homens são melhores, simplesmente abaixam a cabeça e confirmam: "É, realmente somos mais fracas". Este é o primeiro sinal de uma possível derrota.

    Aqui não estamos discutindo aspectos fisiológicos, sociais e culturais que diferem homens e mulheres. As diferenças existem sim e seria hipocrisia ignorá-las.

    Não queremos superar os homens, nem desafiá-los. O que desejamos é apenas respeito. Respeito ao nosso jogo passivo, porém seguro; às nossas inseguranças e medos antes de partidas importantes; para com os nossos erros - cometidos por todos, é claro, porém mais criticado quando partem de mulheres. E principalmente, aceitar a derrota para uma mulher como algo natural e possível, sem gozações.

    Judit Polgar é a melhor enxadrista entre os mais destacados jogadores do mundo, e isso é um fato. Jamais devemos duvidar do potencial e força que uma mulher pode alcançar sobre um tabuleiro.

    Como disse o grande jogador Yasser Seirawan, em seu livro Estratégias Vitoriosas no Xadrez, referindo-se à maior procura das mulheres pelo xadrez: “Cuidado homens! Elas serão jogadoras formidáveis!”


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